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Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto

Especificar um porcelanato com veios expressivos envolve decisões que vão além da cor, segundo o responsável pelo showroom da Roca Cerámica

Escrito por: Cláudio Filla
7 de outubro de 2026
em Decoração de interiores
Fotos: Cristiano Bauce

Fotos: Cristiano Bauce

O veio de um mármore exótico raramente segue uma linha reta. Ele se espalha, muda de intensidade e concentra cor em pontos específicos da peça, o que transforma a escolha desse tipo de revestimento numa decisão de composição, não apenas de acabamento. Para a Roca Cerámica, marca do Grupo LAMOSA no Brasil, esse comportamento visual exige um raciocínio que começa antes de qualquer análise de tonalidade: entender qual função o material vai cumprir dentro do projeto.

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O arquiteto Carlos Bianco, responsável pelo showroom da marca, acompanha de perto como essa decisão se desdobra em hierarquia entre materiais, paginação das peças e comportamento da luz sobre a superfície. Cada uma dessas camadas interfere no resultado final, e é a partir delas que a especificação de um porcelanato com estética de mármore exótico começa a fazer sentido dentro da arquitetura de interiores.

O papel do revestimento vem antes da escolha da cor

A primeira pergunta num projeto com mármore exótico não é qual padrão escolher, mas qual papel esse revestimento vai assumir no ambiente.

Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto
Fotos: Nenad Radovanovic

“A primeira pergunta não é exatamente qual mármore escolher, mas qual papel queremos que esse revestimento tenha dentro do ambiente. Um mármore exótico tem muita personalidade: traz cor, movimento, veios e contrastes que naturalmente atraem o olhar”, explica Carlos.

A partir dessa definição, o material pode assumir o papel de ponto focal numa parede, num painel, numa bancada ou num piso. No portfólio da marca, coleções como Lumina, Patagônia e Rosso Lepanto trazem desenhos de forte presença, enquanto opções como Topázio, Saint Tropez, Tempesta, Marble Nouveau e Verde Alpi exploram combinações distintas de cor, profundidade e movimento.

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O destaque de um ambiente não depende de usar o material em pouca área. Às vezes a solução passa por revestir uma parede inteira ou trabalhar piso e parede com a mesma peça, e nesse momento o mármore deixa de funcionar apenas como acabamento de destaque e passa a construir a atmosfera inteira do espaço, segundo o arquiteto.

Equilíbrio tem mais a ver com hierarquia do que com quantidade

Quando o revestimento concentra muita informação visual, a resposta não está em neutralizar tudo ao redor. Madeira, metais, tecidos e outras cores continuam participando da composição, inclusive a partir de tonalidades encontradas nos próprios veios da superfície.

Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto
Fotos: fredfproducoes

“Para mim, equilíbrio tem muito mais a ver com hierarquia do que com quantidade”, resume Carlos. Nessa lógica, um elemento assume o papel de protagonista enquanto os demais dão suporte à composição, sem disputar atenção com ele.

“Quando tudo quer ser protagonista, nada realmente é. Então é preciso definir onde queremos criar o cenário de maior impacto e fazer com que os outros elementos ajudem a construir esse cenário.”

Essa definição orienta também a escolha dos materiais complementares. Em vez de buscar peças que repitam a cor do revestimento, a proposta é estabelecer uma relação entre texturas, acabamentos e intensidades visuais diferentes entre si.

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A paginação decide como o desenho se comporta no ambiente

Em superfícies com veios expressivos, a paginação deixa de ser uma questão puramente técnica e passa a interferir na composição arquitetônica. Dimensão das peças, direção dos veios, continuidade do desenho, encontro entre placas e escala do ambiente precisam ser avaliados em conjunto, não peça por peça.

Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto
 Foto: Divulgação

“Não é simplesmente escolher uma peça bonita no mostruário. É pensar como aquela peça vai se comportar quando for paginada e como vai se integrar na escala do ambiente”, destaca o arquiteto. Quando o desenho é muito expressivo, tratar cada placa isoladamente compromete a leitura do conjunto: “Onde começa um veio? Para onde ele conduz o olhar? Como uma placa encontra a seguinte? O que acontece nos cantos? Existe uma bancada ou um volume que queremos destacar?”, questiona Carlos.

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Os grandes formatos ampliam essas possibilidades ao reduzir o número de juntas e favorecer uma leitura mais contínua da superfície. Para acompanhar projetos que exploram grandes planos revestidos, a Roca Cerámica disponibiliza desde formatos convencionais até SuperFormatos, ampliando as alternativas para a continuidade do desenho entre diferentes faces.

Luz e superfície trabalham juntas na percepção do material

A percepção de um mármore exótico muda conforme a iluminação incide sobre ele. Em superfícies escuras e profundas, a luz evidencia os veios mais claros; nos materiais claros, ela ressalta nuances e diferenças de profundidade. Nos acabamentos brilhantes, reflexos e incidência luminosa também entram na leitura do revestimento.

Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto
Fotos: Fernando Zequinão

“Por isso gosto de pensar superfície e iluminação juntas. Às vezes o mesmo produto pode ter uma presença completamente diferente dependendo de como a luz incide sobre ele”, explica Carlos. Intensidade e temperatura da luz também interferem na percepção das tonalidades, e por isso a definição do revestimento acompanha as decisões do projeto luminotécnico desde as etapas iniciais, não depois delas.

Combinar materiais não significa repetir cores

Não existe uma fórmula única para compor um mármore exótico com outros materiais. Uma estratégia é deixar o mármore como elemento de maior expressão e trabalhar os demais acabamentos de forma mais discreta. Outra é retirar do próprio revestimento uma paleta que vai orientar a marcenaria, os tecidos, a madeira ou os metais do projeto.

Também é possível explorar o contraste direto entre texturas. “Um mármore sofisticado e expressivo pode ficar muito interessante ao lado de uma madeira natural, de um metal mais industrial ou de uma superfície fosca”, afirma Carlos, acrescentando que o resultado depende menos de uma combinação literal de cores e mais da relação estabelecida entre os materiais.

Desempenho entra na especificação tanto quanto a estética

Além da aparência, a escolha do revestimento precisa considerar o local de aplicação, a intensidade de uso, a exposição à água e o acabamento adequado para cada situação.

Por que o mármore exótico exige mais planejamento na decoração? Arquiteto explica paginação, hierarquia e iluminação no projeto

“A estética é apenas uma parte da decisão. Precisamos entender onde o material será utilizado, se é piso ou parede, área seca ou molhada, residencial ou comercial, qual será a intensidade de uso e qual acabamento é adequado para aquela situação”, explica o arquiteto.

Os porcelanatos que reproduzem a estética dos mármores exóticos ampliam as possibilidades de especificação justamente por reunir diferentes desenhos, formatos e acabamentos num material desenvolvido para aplicações específicas, da área molhada ao grande plano decorativo.

Quando o revestimento passa a fazer parte da arquitetura

A presença dos mármores exóticos nos projetos contemporâneos acompanha uma busca por superfícies com mais cor, profundidade e identidade, impulsionada também pela evolução tecnológica do setor, que ampliou as possibilidades de reprodução de pedras naturais em diferentes escalas.

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“O mais interessante é justamente isso: não enxergar o mármore exótico simplesmente como elemento decorativo, mas como parte da arquitetura”, afirma Carlos.

Essa visão desloca o revestimento para uma etapa anterior à simples escolha de acabamento, já que ele participa da definição de planos, volumes, eixos e pontos focais, interferindo diretamente na composição do ambiente. “O revestimento deixa de ser o acabamento da arquitetura e passa a fazer parte dela”, conclui o arquiteto.

Sobre o Grupo LAMOSA no Brasil

À frente das marcas de revestimentos Roca Cerámica e Incepa, o Grupo LAMOSA é uma empresa mexicana com atuação mundial na fabricação e comercialização de revestimentos cerâmicos e adesivos. Com a aquisição, em 2021, passou a integrar uma história de mais de 130 anos na indústria de materiais de construção, com 33 centros de produção distribuídos em 9 países nas Américas e na Europa. Soma-se também a força do Grupo, que ocupa a posição de líder nos mercados em que participa, sendo o segundo maior fabricante mundial de revestimentos cerâmicos com uma capacidade instalada anual de mais de 280 milhões de m².

Inovação, tecnologia de ponta, alto padrão de qualidade, que se traduz na satisfação total dos nossos clientes, e visão de futuro, aliada com responsabilidade ambiental, norteiam o DNA do Grupo LAMOSA no Brasil e a consolida com a robustez de empresa global reconhecida como referência entre as maiores fabricantes de revestimentos cerâmicos do mundo.

O constante investimento em tecnologia a permite entregar um robusto portfólio que segue as tendências da arquitetura e construção em total conformidade técnica. Marcada por seu pioneirismo e uma visão que projeta o futuro, em 2016 tornou-se a primeira empresa das Américas a adquirir sua primeira Supercompactadora Contínua+.

Somada ao conhecimento do seu time de desenvolvimento, em 2018 abriu o mercado de SuperFormatos com revestimentos nas dimensões de 120 x 120 cm e, a partir de 2020, com os tamanhos 100 x 200 cm e 120 x 250 cm, prosseguiu com sua verdadeira revolução na indústria cerâmica e nos mercados da arquitetura, construção e movelaria.

Em 2022, saiu à frente mais um marco histórico: a compra de sua segunda Supercompactadora, alcançando o status de única empresa das Américas com o segundo equipamento. Esse olhar precursor permitiu ampliar as linhas de SuperFormatos com as medidas de 160 x 160 cm e 160 x 320 cm.

Sustentabilidade: seu compromisso com o meio ambiente segue alinhado com os processos produtivos. Além da redução de 4,3% no consumo total de energia elétrica de 2024 para 2025 em seu último relatório divulgado, a empresa adota o Protocolo de GHG (Greenhouse Gas Protocol), padrão globalmente reconhecido para medir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), com o objetivo de melhorar a precisão e a credibilidade dos dados ambientais relacionados a emissões atmosféricas.

Em 2025, 99,6% dos resíduos gerados nas unidades de Campo Largo e São Mateus do Sul foram destinados a alternativas consideradas mais nobres, como reciclagem, reuso e outras formas de valorização. A parcela remanescente foi encaminhada para destinações como aterro ou incineração, conforme a classificação e as características de cada resíduo.

Em relação a iniciativas voltadas à redução do consumo energético, destaca-se o reaproveitamento do calor gerado nos fornos em outras etapas do processo produtivo. Essa prática resultou em uma economia de aproximadamente 42.000 GJ de energia em 2025. Esse volume seria suficiente para abastecer mais de 247.000 fogões de cinco bocas operando continuamente ou para a realização de mais de 10.000 viagens de ida e volta entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em veículo leve, evidenciando o impacto significativo da medida em termos de eficiência energética.

A biomassa, combustível renovável, mais limpo e eficiente, e que ainda reaproveita resíduos de indústrias de madeira, responde por 16,7% do calor demandado no processo produtivo.

O Grupo LAMOSA no Brasil mantém um Plano de Logística Reversa (PLR) voltado às embalagens comercializadas, com atuação nos estados que possuem regulamentações específicas sobre o tema. Em relação ao ciclo mais recente consolidado, referente ao ano de 2024, foram compensadas mais de 214 toneladas de embalagens considerando as unidades de Campo Largo e São Mateus do Sul. Esse volume de compensação está associado à mitigação de impactos ambientais relevantes, com a estimativa de evitar a emissão de mais de 320 toneladas de CO₂ equivalente.

www.rocaceramica.com.br
www.incepa.com.br
www.grupolamosa.com

@rocaceramicabr | @incepabrasil
Showroom Grupo LAMOSA no Brasil
Av. Padre Natal Pigato, 974
Vila Delurdes, Campo Largo
tel. (41) 3391-1430

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    Cláudio P. Filla

    Fundador e Editor/Redator do Enfeite Decora
    Publicitário, gestor de mídias sociais e especialista em conteúdo digital sobre decoração, arquitetura, paisagismo, jardinagem e tendências para o lar.
    👉 Biografia completa do autor.

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